Posts Tagged ‘religião’

PAPA FRANCISCO, A JMJ E A TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR

23 de julho de 2013

transfig“Passados uns oitos dias, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e subiu ao monte para orar. 29. Enquanto orava, transformou-se o seu rosto e as suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. 30. E eis que falavam com ele dois personagens: eram Moisés e Elias, 31. que apareceram envoltos em glória, e falavam da morte dele, que se havia de cumprir em Jerusalém. 32. Entretanto, Pedro e seus companheiros tinham-se deixado vencer pelo sono; ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois personagens em sua companhia. 33. Quando estes se apartaram de Jesus, Pedro disse: Mestre, é bom estarmos aqui. Podemos levantar três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias!… Ele não sabia o que dizia. 34. Enquanto ainda assim falava, veio uma nuvem e encobriu-os com a sua sombra; e os discípulos, vendo-os desaparecer na nuvem, tiveram um grande pavor. 35. Então da nuvem saiu uma voz: Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o! 36. E, enquanto ainda ressoava esta voz, achou-se Jesus sozinho. Os discípulos calaram-se e a ninguém disseram naqueles dias coisa alguma do que tinham visto”. (Luc 9, 28-36).

A passagem acima relata a visão de Cristo glorificado por Pedro, Tiago e João. A JMJ no Rio de Janeiro, junto ao Papa, representa a subida de cada peregrino no Tabor. Todos nós temos necessidade contemplar o Senhor glorificado para que assim tenhamos forças para acompanhá-lo no Calvário. O Papa Emérito Bento XVI assinalara em sua encíclica Deus Caritas Est: “ De facto, só assim lhe será possível acolher de tal modo no seu íntimo as necessidades dos outros, que estas se tornem suas. Neste contexto, São Gregório alude a São Paulo que foi arrebatado para as alturas até aos maiores mistérios de Deus e precisamente desta forma, quando desce, é capaz de fazer-se tudo para todos”. A JMJ é o Tabor: talvez, tal como os discípulos, estejamos com a fé adormecida, tíbia. A nossa vontade vacila em dar o passo de generosidade, de mais entrega. Mas, com a visão de Cristo – o Papa – sentiremos o verdadeiro gozo da fé, e também exclamaremos: “-Mestre, é bom estarmos aqui. Podemos levantar três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias!…”. A vigília no Campus Fidei será estas três tendas. Mas para que a JMJ seja frutífera e para que efetivamente vejamos o Cristo glorificado no Papa, é necessário que estejamos revestidos do verdadeiro espírito do Peregrino: não tanto da euforia e do clima de festa, mas da oração e da expectativa do encontro.  Como diria São Josemaria Escrivá, Omnes cum Petro ad Iesum per Mariam!

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Para el joven de 85 años – For a young man of 85

23 de fevereiro de 2013

OBRIGADO, BENTO XVI, POR MAIS ESTA LIÇÃO!!!

11 de fevereiro de 2013

11412_10151419593672270_1112174966_nPalavras de Ricardo LeãoEstamos tristes, porque o Papa do Amor, Bento XVI renunciou. É um ato surpreendente, extraordinário e maravilhoso do Papa – como tantos outros no seu pontificado -, pois mostra uma humildade santa de quem considerou – na presença de Deus e com serenidade – sem condições físicas para reger a Igreja nos tempos modernos, que exige um dinamismo impróprio para um homem de 87 anos. É um exemplo para todos nós que, muitas vezes, nos apegamos a cargos e ao poder, e não pensamos no serviço que os cargos (cargas) deprecam. Dói-nos, pois suas palavras e sua presença – lúcidas e precisas – na Sede de Pedro nos têm feito tanto bem. Mas seja feita a vontade de Deus. Rezemos agora para o próximo Papa. Qualquer outra especulação sobre a renúncia serão meras opiniões e imaginações, muitas delas baseadas na falta de fé em Deus e em falta de confiança na sinceridade desse homem fantástico e querido que é Joseph Ratzinger. Obrigado Papa Bento XVI. Obrigado Senhor, por nos ter presenteado com um Romano Pontífice à altura do seu Sagrado Coração. Abençoe-o Mãe Santíssima“.

Homenagem ao Exemplo

27 de maio de 2012

Peço licença aos leitores do blog para falar de uma pessoa muito especial.

No último dia 3, Virginia Rosa Sias, minha avó, finalmente descansou aos 91 anos. Escolheu o mês de Nossa Senhora, de quem era devota, para nos deixar.

Portuguesa, trabalhou desde criança até quase 80 anos, pois Portugal de sua infância era um país pobre e atrasado, que vivia do passado glorioso.

Minha avó era otimista e olhava para frente. “É pra frente que se anda. Quem anda para trás é caranguejo” dizia. Resolveu sair de lá. Turrona, veio de navio sozinha tentar a vida. Adotou o Brasil como país e o Rio de Janeiro como cidade. Adorava o Pão de Açúcar e a praia de Copacabana.

Em uma sociedade hedonista e consumista, minha avó era um delicioso anacronismo. Fazia milagres com seu dinheiro e dava lições de economia doméstica. Singelas, elas continham grande sabedoria: “ganhe 10, gaste 9 e guarde 1. Poupe sempre”.

Tudo que conquistou foi fruto exclusivo do seu esforço, dedicação e mérito. Trabalhou duro. Orgulhava-se de ter sido vendedora da Avon. Nas poucas horas vagas, fazia e vendia peças de tricô.

Nunca compreendeu pessoas preguiçosas. Estranhava movimentos sociais que estão sempre em busca de favores estatais. “Será que acham que dinheiro cai do céu?” sempre me dizia. Era a sua versão do “não existe almoço grátis” do famoso economista Milton Friedman.

Já velhinha, recusava-se a morar com a família. Respeitava a individualidade e a privacidade. “Cada um deve ter a sua vida e seu canto”. Preferia ficar no seu pequeno apartamento, comprado às duras penas com financiamento da Caixa Econômica. Só se rendeu quando não havia mais jeito.

Gostava de novelas, mas se desinteressou nos últimos anos. Segundo ela, só andavam incentivando “sem-vergonhices”. Não há argumentos contra a sua opinião.

Minha avó tinha muito fervor religioso – rezava todos os dias – e era a pessoa mais tolerante que conheci. “Cada um faz o que quer, não é? Se não esta incomodando os outros, ninguém deve se meter” aconselhava. Era moral sem ser moralista.

O que lhe faltava em cultura sobrava em valores morais. Seus ensinamentos eram ricos porque ancorados em uma tradição portuguesa e católica, as mesmas que formaram o nosso país e que vivem sendo questionadas por sociólogos ativistas bobocas.

Pensando nos valores que herdei de minha avó, não tenho como analisar a crise europeia como apenas uma crise econômica. Trata-se de uma crise de valores. Como unir um continente sob uma Constituição sem citar a contribuição do Cristianismo para sua identidade comum?

Defendia que a mulher trabalhasse e não fosse dependente do marido. Era feminista a sua moda, mas ficaria horrorizada com a defesa do aborto. Era do tempo em que se dedicar aos filhos era uma alegria e não um fardo.

Sua única mágoa da vida era não ter estudado. Por isso, valorizava a educação mais que tudo. Esforçou-se à exaustão para que minha mãe tivesse acesso ao conhecimento que ela não teve. Tinha o maior orgulho de sua filha e de seus netos por terem feito faculdade. Quem dera todos os brasileiros tivessem essa preocupação.

O que mais admirava nela era a sua ousadia e obstinação. Com todas as suas limitações, nunca desistia. Em uma época em que certos grupos defendem a eutanásia, minha avó suportou quase 9 meses de CTI com dignidade e bravura. Aliás, como fez com tudo em sua vida.

Deixou para sua família saudades e seu bem mais precioso: o exemplo.

Obrigado Vovó! É uma honra ser seu neto.

Rodrigo Sias é economista

We Are Catholic

10 de setembro de 2011

JMJ Canción en el Metro – WYD Madrid Awesome Metro Show

21 de agosto de 2011

Iglesia y sexo – JMJ Young Answers

29 de maio de 2011

Esta série de vídeos é o resultado do trabalho realizado por estudantes universitários por ocasião do Dia Mundial da Juventude 2011. Jovens que participaram nelas têm analisado as questões mais polêmicas que são debatidas na opinião pública sobre a Igreja Católica, para dar uma resposta pessoal em menos de dois minutos. homossexualidade, aborto, divórcio, eutanásia, sexo antes do casamento, o celibato, abusos, mulheres sacerdotes, as riquezas da Igreja …

15 – A Resposta Católica: “Orientação a um homossexual”

14 de maio de 2011

La vida de Karol Wojtyla, un pontificado que cambió la historia

1 de maio de 2011

A transparência cristã de João Paulo II

24 de abril de 2011
João Paulo II será beatificado em Roma no próximo dia 01 de maio. Leia a seguir o artigo de dom Javier Echevarría, prelado do Opus Dei,  publicado no jornal O Estado de S.Paulo.
Faz anos que se escutam depoimentos de jovens, e menos jovens, que se
sentiram atraídos por Cristo graças às palavras, ao exemplo e à
proximidade de João Paulo II. Com a ajuda de Deus, uns empreenderam um
caminho de busca da santidade sem mudar de estado, na vida matrimonial
ou no celibato; outros, no sacerdócio ou na vida religiosa. São muitos
milhares e, às vezes, são chamados “geração de João Paulo II”.Qual foi o segredo da eficácia evangelizadora desse extraordinário pontífice?É evidente que Karol Wojtyla foi um incansável defensor da dignidade
humana, um pastor solícito, um autêntico comunicador da verdade e um
pai, tanto para os crentes como para os não crentes; mas o papa João
Paulo II foi, antes de tudo, um homem enamorado de Jesus Cristo e
identificado com Ele.

“Para saber quem é João Paulo II deve-se vê-lo rezar, sobretudo na
intimidade do seu oratório privado”, escreveu um dos seus biógrafos.
De fato, é isso mesmo.

Uma das suas últimas fotos o retrata na sua capela privada enquanto
acompanhava, através de uma televisão, a oração da Via-Sacra que
ocorria no Coliseu, em Roma. Naquela Sexta-Feira Santa de 2005, João
Paulo II não pôde presidir ao ato com a sua presença física, como nos
anos anteriores: já não era capaz nem de falar nem de caminhar. Mas
nessa imagem se aprecia a intensidade com que vivia aquele momento.
Agarrado a um grande crucifixo de madeira, o papa abraça Jesus na
Cruz, aproxima o seu coração do Crucificado e o beija. A imagem de
João Paulo II, ancião e doente, unido à Cruz é um discurso tão
eloquente como o de suas vigorosas palavras ou o de suas viagens
extenuantes.

O novo beato levou a cabo com generosidade heroica o mandato de Cristo
aos seus discípulos: “Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a
toda criatura” (Mc 16, 15). Com o seu afã de chegar até o último
recanto da África, da América, da Ásia, da Europa e da Oceania, João
Paulo II não pensava em si mesmo: impelia-o o desejo de gastar a vida
a serviço dos demais, o empenho de mostrar a dignidade do ser humano e
de transmitir a mensagem do Evangelho.

Numa ocasião, ao final da tarde, acompanhei dom Álvaro del Portillo –
então prelado do Opus Dei – ao apartamento pontifício. Enquanto
esperávamos a chegada do papa, ouvimos uns passos cansados, como de
alguém que arrasta os pés, que se aproximavam por um corredor: era
João Paulo II, exausto. Dom Álvaro exclamou: “Santo padre, como está
cansado!”. O papa olhou para ele e, com voz amável, explicou: “Se a
estas horas eu não estivesse cansado, seria sinal de não ter cumprido
o meu dever”.

O zelo pelas almas movia-o a deslocar-se até o último recanto da Terra
para levar a mensagem de Cristo. Há alguém no mundo que tenha apertado
mais mãos em sua vida, ou tenha cruzado seu olhar com o de tantas
pessoas? Esse esforço, também humano, era outro modo de abraçar e de
se unir ao Crucificado.

A universalidade do coração de João Paulo II não só o conduzia a uma
atividade que poderíamos chamar exterior: também no seu interior batia
ativamente esse espírito, com o qual fazia próprias todas as ânsias do
mundo. Diariamente, na sua capela privada no Vaticano, percorria o
mundo inteiro.

Por isso, foi natural a resposta que deu a um jornalista que queria
saber como rezava: a oração do papa – observou João Paulo II – é um
“peregrinar pelo mundo inteiro rezando com o pensamento e com o
coração”. Na sua oração – explicou – emerge “a geografia das
comunidades, das Igrejas, das sociedades e também dos problemas que
angustiam o mundo contemporâneo”; e desse modo o papa “expõe diante de
Deus todas as alegrias e as esperanças e, ao mesmo tempo, as tristezas
e as preocupações que a Igreja compartilha com a humanidade
contemporânea”.

Num de seus escritos, São Josemaría Escrivá contempla Jesus na Cruz
como Sacerdote Eterno, que “abre os seus braços à humanidade inteira”.
Penso que o caminhar terreno de João Paulo II foi uma cópia exemplar
desse Senhor que acolhe no seu Coração todos os homens e mulheres,
derramando amor e misericórdia em cada um, com um acento especial para
os enfermos e desamparados.

A vida do cristão não é outra coisa senão buscar configurar-se com
Cristo; e João Paulo II cumpriu-a de modo exímio: pela sua heroica
correspondência à graça, pela sua alegria de filho de Deus, pessoas de
todas as raças e condições viram brilhar nele o rosto do Ressuscitado.

Parece-me que aquela fotografia a que antes me referia é uma síntese
expressiva da vida de João Paulo II: um pontífice fatigado pelo
prolongado tempo de serviço às almas, que orienta o olhar do mundo
para Jesus na Cruz, a fim de facilitar que cada um, cada uma encontre
nela respostas aos seus interrogantes mais profundos.

A vida do novo beato é, pois, um exemplo de transparência cristã:
tornar visível, por meio da própria vida, o rosto e os sentimentos
misericordiosos de Jesus. Penso que essa é a razão e o segredo da sua
eficácia evangelizadora. E estou convencido – assim o peço a Deus – de
que a sua elevação aos altares provocará no mundo e na Igreja Católica
uma onda de fé e de amor, de desejos de serviço aos demais, de
agradecimento a Nosso Senhor.

No dia 1.º de maio de 2011, na Praça de São Pedro, em Roma, sob o
olhar carinhoso da Mãe da Igreja, poderemos unir-nos a Bento XVI e
dizer uma vez mais: “Queremos expressar a nossa profunda gratidão ao
Senhor pelo dom de João Paulo II e queremos também agradecer a este
papa por tudo o que fez e sofreu” (audiência geral, 18 de maio de
2005).

Aos que o conhecemos em vida, corresponde-nos agora o agradável dever
de dá-lo a conhecer às gerações futuras.

Dom Javier Echevarría
Prelado do Opus Dei

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110420/not_imp708642,0.php

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