Archive for the ‘TOLSTÓI’ Category

Os 10 livros que mais influenciaram o presidente do TST

3 de dezembro de 2016
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Ives Gandra Martins Filho

1) “Ortodoxia”, de G. K. Chesterton

2) “O Senhor dos Anéis”, de J. R. R. Tolkien

3) “Caminho”, de Josemaría Escrivá

4) “Guerra e Paz”, de Leon Tolstói

5) “Ele e Eu”, de Gabrielle Bossis

6) “Harry Potter e…”, de J.K. Rowling

7) “O Mestre dos Mares”, de Patrick O’Brian

8) “Band of Brothers”, de Stephan Ambrose

9) “Contos de Nárnia”, de C. S. Lewis

10) “Viagem a Alfa Centauri”, de Michael O’Brien

FONTE: http://jota.info/

Por que ler os clássicos?

16 de abril de 2011

Sobre o teatro, Aristóteles afirmava: “no teatro experimentamos sentimentos e aprendemos”. E o Papa João Paulo II, que será beatificado no próximo dia primeiro, disse em certa ocasião: “São precisos peritos em humanidades”.  Assim, tal como o teatro, a leitura de um clássico é como um laboratório de humanidades: conhecemos experiências de vida, algumas fracassadas, outras bem sucedidas, mas que nos avisam e evitam que “entremos numa fria”. Através dos personagens de um bom livro, por exemplo, conhecemos sentimentos, temperamentos e atitudes, e com isso aprendemos a compreender mais as pessoas. E dessa forma nos humanizamos, educamos nossos sentimentos. Como resultado, a boa leitura amadurece, nos torna homens e mulheres no sentido pleno e por antecipação.

Aprende-se a gostar de ler lendo. Quanto mais lermos, mais vamos gostar de ler, até chegarmos a um verdadeiro apaixonamento pela leitura. Convém começar por livros cuja temática seja pessoalmente atraente e leve, e, aos poucos, ir aumentando a “densidade” do livro. Mas não devemos pretender quantidade em detrimento da qualidade e da profundidade. Quem lê muito e rapidamente, de ordinário, lê superficialmente. Balmes dizia isso muito graficamente: “a leitura é como o alimento; o proveito não está na proporção do que se come, mas do que se digere. A leitura deve ser pausada, atenta, reflexiva; convêm suspendê-la com freqüência, para meditar sobre o que se lê; assim, vai-se convertendo em substância própria a substância do autor e se exerce com o entendimento um ato semelhante com as funções nutritivas do corpo”.

Assim, a leitura é o alimento do nosso entendimento. Veja um listão de clássicos obrigatórios no blog Depósito de Idéias

VIVER É MUITO PERIGOSO

27 de fevereiro de 2010

Lendo o artigo “O verdadeiro sucesso escolar” do blog http://malheirodesagres.blogspot.com/ , recordei-me de uma passagem de Guerra e Paz, do grande Tolstói, nestes termos:  “Às vezes lembrava-se de ter ouvido contar que os soldados na guerra, nas linhas avançadas, sob o fogo do inimigo, quando ociosos, procuravam uma ocupação qualquer para mais facilmente esquecerem o perigo. A seus olhos os homens sempre procediam como esses soldados, na esperança de se esquecerem da vida, e davam-se à ambição, ao jogo, elaboravam leis, entretinham-se com as mulheres, divertiam-se, criavam cavalos, dedicavam-se à política, ou à caça, ou ao vinho, ou aos negócios públicos. ‘Em conclusão, nada há desprezível, nada há importante, tudo é indiferente’, pensava Pedro, ‘desde que uma pessoa saiba subtrair-se a essa realidade da vida, desde que uma pessoa não se veja frente a frente com a vida, esta terrível vida!“.

“-Viver é muito perigoso”, diz o jagunço Riobaldo, assim como o aviso de perigo que se coloca no rótulo de um produto venenoso, para que seja corretamente manuseado.  Mas não é bom fazermos de tudo para nos distrair e esquecer do “risco da vida”. Caso contrário, caímos no indiferentismo e acabamos envenenados.


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